Por: Joana Almeida
Presidente Adalberto Costa Júnior faz uma visita solidária na Província de Benguela e desencadea uma onda de pressão ao Estado
Durante as enchentes que afetaram a província de Benguela em abril de 2026, a conduta da UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), e do seu presidente Adalberto Costa Júnior(ACJ), foi pautada sobretudo por ações de solidariedade política, presença no local e intensa pressão pública sobre os órgãos governamentais.
No entanto, diferente do que muitas pessoas esperavam, não foi pronunciado oficialmente qualquer valor monetário específico doado pelo partido político às vítimas das enchentes.
A ausência de um valor oficial de doação até agora, das informações públicas disponíveis, não há registro de um valor ou montante financeiro exato atribuído à UNITA como partido político para apoio direto às vítimas das enchentes em Benguela.
Isto dá a entender que mesmo tenha havido manifestações solidárias e princípios de ajuda, não foi divulgado publicamente um valor em quantias, dólares, euros, rands ou qualquer outra moeda como contribuição formal do partido.
Tecnicamente, a UNITA, o seu enfoque foi mais em ações políticas e institucionais, tanto em doações financeiras diretas, mas de forma sigilosa, mas vale realçar que a sua doação foi de forma direta e indireta e não em grande escala. Isso é relativamente comum em partidos políticos em situações de catástrofe, onde a função principal várias vezes é a mobilização, fiscalização e pressão sobre o estado, enquanto a execução financeira, tende a ficar com o governo, organizações humanitárias e entidades internacionais.
Objetivo principal da UNITA durante a crise
O posicionamento da UNITA em frente à tragédia na província de Benguela, se possível, tem que ser entendido em três grandes eixos importantes.
Solidariedade com as vítimas, crítica às falhas estruturais e pressão por respostas governamentais urgentes.
Solidariedade e presença no local
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior (ACJ), locomoveu-se à província de Benguela para presenciar de perto os impactos das cheias.
Esta visita teve um forte caráter simbólico e político, demonstrando proximidade com as populações afetadas.
Enquanto caminhava pelas zonas atingidas, o líder da oposição teve contato com famílias desalojadas, teve conhecimento dos relatos de perdas humanas e bens materiais e analisou as condições dos centros de refugiados ou acolhimento.
Essa presença foi fortemente divulgada e interpretada como uma tentativa de demonstrar empatia e responsabilidade social perante o desastre.
A atuação no local também serviu para reforçar a imagem da UNITA como uma força política alerta às dificuldades da sociedade, especialmente em momentos de crise humanitária.
Críticas às causas estruturais das enchentes
Outro subtítulo principal da atuação da UNITA foi a crítica às causas que, segundo o partido, contribuíram na gravidade da tragédia.
Presidente da Unita Adalberto Costa Júnior (ACJ) mencionou a dificuldade de manutenção e fiscalização das infraestruturas hidráulicas, no caso do sistema de contenção do rio Cavaco, que acabou por transbordar depois das chuvas intensas.
Em relação a esta visão, as cheias não foram apenas resultado de fenômenos climáticos intensos, mas também a correlação às falhas ignoradas ao longo dos anos, incluindo:
- Ausência de manutenção regular de diques e canais de drenagem;
- Crescimento e desenvolvimento urbano desorganizado em áreas de risco;
- Poucos sistemas de saída ou escoações de águas pluviais;
- Fraca prevenção e planeamento urbano;
Estas críticas posicionaram posicionaram a questão das cheias não só como uma crise natural, mas sim como um problema de governação e controle na gerência de infraestruturas públicas.
Apelo à intervenção urgente do Estado
A UNITA também incentivou pressão política sobre o governo angolano, apelando a uma solução imediata e eficiente para socorrer as vítimas.
O partido político defendeu a necessidade de mobilização rápida da proteção civil, aprimoramento dos centros de acolhimento e ajuda direta às famílias desalojadas.
O Presidente Adalberto Costa Júnior(ACJ), reforçou a importância nas urgências de medidas certas, como o restabelecimento de vias de comunicação, apoio alimentar e médica às populações atingidas e o desenvolvimento de ferramentas de prevenção para prevenir futuros desastres semelhantes.
Este posicionamento é incluído na função de base da oposição em ocasiões de crise, fiscalizar a atividade governamental e exigir maior eficiência na resposta pública.
Conduta do presidente da UNITA
A atitude e direcionamento do presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, em tempo a crise foi caracterizada por um posicionamento de proximidade, crítica estratégica e ativismo político.
Com base à imagem pública, o presidente da UNITA procurou informar três mensagens principais.
Empatia com as vítimas:
A presença física nos locais atingidos e o contato direto com as populações tiveram como foco mostrar solidariedade e sensibilidade humana diante a aflição das famílias.
Responsabilização institucionais:
Ao mencionar falhas de manutenção, e planeamento, o presidente da UNITA realçou a ideia de que desastres como esses não podem ser vistos apenas como desastres naturais inevitáveis, mas também como resposta de decisões políticas e administrativas.
Exigências de ação imediata, a insistência em soluções
A insistência em soluções rápidas por parte do governo deixou claro uma postura de pressão política para acelerar o apoio às vítimas.
Apesar disso, a atuação também criou diálogo político com alguns analistas a interpretarem a presença da oposição como uma forma de capitalização política do desastre, enquanto outros destacaram a relevância da atenção democrática em momentos de crise.
Em suma, durante as cheias em Benguela, a UNITA não divulgou um valor financeiro específico de doação às vítimas, mas exerceu uma função ativa de natureza política e social.
A inclinação estava na solidariedade às populações atingidas, na crítica aos erros estruturais do sistema de drenagem e na pressão por um resultado mais eficiente do governo.
O líder da unita Adalberto Costa Júnior teve uma conduta centrada na proximidade com as vitimas, na queixa das causas estruturais do problema e na obrigação de medidas emergentes de ajuda e prevenção.
Este cenário fortalece o papel da oposição em contextos de crise, não só como atenta ou vistoriadora, tal como muitas vezes como voz ativa na exigência de responsabilidades e na defesa de políticas públicas eficientes para guarnecer a população vulnerável.

